segunda-feira, 26 de maio de 2008

quarta-feira, 12 de março de 2008

Vem o outono


Chega de praia , chega de sol... É isso ai! Estamos chegando no outono e já ta tudo planejado. Eu quero é fogo de chão, roda de viola, orégano, serra, roupa quente, fogão à lenha, poncho, luva,..

...pois bem, junto com a nova estação, está chegando de uma longa viagem uma pessoa muito especial, que vai ficar lá em casa. Ela ainda não fala nossa língua , nem entende nossos costumes, mas ela vai se adaptar...

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

DEIXANDO O PAGO

Poema de João da Cunha Vargas
Alcei a perna no pingo
E saí sem rumo certo
Olhei o pampa deserto
E o céu fincado no chão
Troquei as rédeas de mão
Mudei o pala de braço
E vi a lua no espaço
Clareando todo o rincão
E a trotezito no mais
Fui aumentando a distância
Deixar o rancho da infância
Coberto pela neblina
Nunca pensei que minha sina
Fosse andar longe do pago
E trago na boca o amargo
Dum doce beijo de china
Sempre gostei da morena
É a minha cor predileta
Da carreira em cancha reta
Dum truco numa carona
Dum churrasco de mamona
Na sombra do arvoredo
Onde se oculta o segredo
Num teclado de cordeona
Cruzo a última cancela
Do campo pro corredor
E sinto um perfume de flor
Que brotou na primavera.
À noite, linda que era,
Banhada pelo luar
Tive ganas de chorar
Ao ver meu rancho tapera
Como é linda a liberdade
Sobre o lombo do cavalo
E ouvir o canto do galo
Anunciando a madrugada
Dormir na beira da estrada
Num sono largo e sereno
E ver que o mundo é pequeno
E que a vida não vale nada
O pingo tranqueava largo
Na direção de um bolicho
Onde se ouvia o cochicho
De uma cordeona acordada
Era linda a madrugada
A estrela d’alva saía
No rastro das três marias
Na volta grande da estrada
Era um baile, um casamento
Quem sabe algum batizado
Eu não era convidado
Mas tava ali de cruzada
Bolicho em beira de estrada
Sempre tem um índio vago
Cachaça pra tomar um trago
Carpeta pra uma carteada
Falam muito no destino
Até nem sei se acredito
Eu fui criado solito
Mas sempre bem prevenido
Índio do queixo torcido
Que se amansou na experiência
Eu vou voltar pra querência
Lugar onde fui parido

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

terça-feira, 15 de janeiro de 2008


Rima rica/Frase feita


Nei Lisboa


Desculpe, meu bem

Se ontem te fiz chorar

Mas a vida é assim mesmo

Não se pode exigir

Pouco dá pra esperar

Muito obrigado por tudo

Pelo teu suor, pelos teus gemidos

E espero que a minha estupidez

Cicatrize teus sentimentos feridos

Nasci e morro assim, só

Perdido no escuro, dentro de mim

E vou cruzando o barro

Vou comendo pó

Até que chegue o fim

Mas a força eu retiro

Sugo feito vampiro

De saber que as estrelas

Também vivem sós

De um cigarro amassado

De uma rua deserta

De outros que até eu posso sentir dó

Da menina de olhos grandes como a lua

De uma noite sentindo tua carne crua

E dos bares, das festas

Dos vinhos, serestas

Das mentes infestas de podres horrores

De mil desamores

Do chope das quatro

Desse louco mundo putrefato

Dessa grande peça de teatro

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

2008!


Buenas!

Curada as ressacas e afins, volto a escrever por aqui...

Foi um sucesso a festa de fim de ano lá pros lados de Floripa...

Para aqueles que não puderam ir, fica o convite pra próxima e as fotos, que estão lá na galeria.